sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Pensando
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Experimente...
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Como amar uma mulher
“Você pode não ser o primeiro homem dela, o último homem dela ou o único homem dela. Ela amou antes, pode ser que ela ame de novo. Mas se ela se ama agora, o que mais importa? Ela não é perfeita - você também não é, e vocês dois podem nunca ser perfeitos juntos, mas se ela te faz rir, te faz pensar duas vezes, e admite ser humana e cometer erros, segure-se a ela e dê a ela o máximo que você puder. Ela pode não estar pensando em você a cada segundo do dia, mas ela te dará uma parte dela que ela sabe que você pode quebrar - o coração dela. Então não machuque ela, não mude ela, não analise e não espere mais do que ela pode dar. Sorria quando ela te fizer feliz, diga a ela quando ela te deixar com raiva, e sinta a falta dela quando ela não estiver por perto.”
Bob Marley
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Sobre o Medo
Quando cuidadosamente analisado, o medo é um dos mais falaciosos, enganosos e inúteis sentimentos que um ser humano pode ter, pois ele é, quando validado, uma feroz armadilha que possui a capacidade de aprisionar, ou impossibilitar, a volição humana principalmente nos momentos em que ela é extremamente necessária.
A maioria dos seres humanos, frequentemente por medo, abdicam de tentativas, ou ações, que poderiam conduzi-los a patamares mais auspiciosos, admiráveis e livres em suas vidas, tanto no aspecto relacional quanto intelectual ou profissional, ou seja, pelo simples medo de falhar, de não sentir-se qualificado, de valorizar-se, de esquecer o que deve ser dito ou feito, de não ter coragem para seguir adiante, de não ter disciplina para persistir, de receber críticas, de não ser amado, de não atrair o resultado esperado e assim por diante numa infinidade de impossibilidades maquinadas pela mente, as pessoas acabam desistindo antes de tentar ou, por outro lado, procrastinando até o momento onde o medo já desapareceu, mas, no entanto, foi substituído pela crença na impossibilidade daquilo que algum dia foi possível.
Ademais, outros sub-efeitos do medo, quando legitimado, é a veracidade de que ele gera atitudes de inanição, procrastinação, desvalorização, fraqueza, descrença, tensão, censura e condenação na mente das pessoas.
Então, é importante analisar, como o medo tem suas premissas validadas pelas pessoas?
Uma das magias da vida é o nascimento de um bebê, pois o mesmo é considerado uma obra perfeita, doce e graciosa que embeleza o quotidiano da família, ou seja, para um bebê é desnecessário qualquer esforço para ser o centro das atenções, mesmo dormindo eles despertam admiração nas pessoas e, talvez inconscientemente, eles sabem disso, pois, a todo o momento, eles estão demandando atenção total dos pais e, em dado caso que isto não aconteça, por meio do choro, efetivamente eles se fazem notar.
Depois, quando os bebês iniciam sua jornada de independência por meio dos primeiros passos, a liberdade, a coragem e a curiosidade fazem parte de suas buscas e experiências, isto é, até então, inexistia alguma força cerceadora de suas possibilidades. No entanto, a partir de certo momento, entram pais, familiares e sociedade que, infelizmente, possuem um condicionamento limitado e que, mesmo sem pensar, iniciam um processo sem misericórdia de implementação do medo no inconsciente das crianças por meio de frases como “não faça isto que é perigoso”, “se você fizer isto o bicho-papão virá te pegar”, “não tente isto porque teu pai(ou mãe) não gosta, ou ficará brabo(a)”, “se você não me ouvir o papai do céu irá te castigar”, etc.etc.etc..
Então, aquela criança que antes era audaz, intrépida e inocente, por respeito e ignorância, começa a acreditar naquilo que os adultos lhe impõem errônea e frequentemente até o momento em que, inconscientemente, aquela lavagem cerebral torna-se realidade e, como resultado, o medo nasce na mente das pessoas.
Então, para alguém que já foi exposto a tais condicionamentos, como é possível entender as falaciosas e efêmeras raízes do medo?
Em primeiro plano, é de vital importância entender que se o medo fosse natural, todos os bebês e, consequentemente, todos os seres humanos seriam naturalmente medrosos, o que é uma inverdade.
Depois, mesmo que existam acontecimentos indesejáveis, funestos ou perigosos, isto não significa que eles devam despertar medo, pois as ocorrências são fatos, e fatos devem ser analisados e lidados da melhor maneira que cada pessoa puder. Por exemplo, que uma picada de aranha pode ser danosa, ou fatal, é um fato, mas isto não significa que aversão, ou medo, às aranhas deva ser incitado na mente das crianças, apenas o ensinamento é suficiente para que as crianças e pessoas tenham certo cuidado.
Ademais, mesmo que o medo já faça parte do quotidiano de uma pessoa, ele é apenas uma concepção baseada em exposição a condicionamentos passados, ou seja, o medo é nada mais do que um pensamento e, como um pensamento, ele não possui longevidade, nem poder temporário, isto é, ele vem e vai como todos os pensamentos e, portanto, pode ser amavelmente dilacerado do consciente humano por meio de um trabalho de desvalidação das premissas que o criaram.
Assim sendo, quando uma pessoa entende a enganosa, efêmera e nociva realidade sobre o medo, ela claramente principia um magnânimo processo de remoção de tais sentimentos em sua vida e, como consequência, uma nova e vivificante aurora de coragem, perseverança e destreza abrilhanta o amanhecer pessoal de que cada indivíduo. (Tadany)
PS: Para citar este texto:
Cargnin dos Santos, Tadany. Sobre o medo. www.tadany.org ®
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Unexplained
There's no courage to say how much I like you and run the risk ofruining your friendship so important ...
They have things that you can not risk it, maybe stay the way it isis better ...
Anyway I like you and that's a fact!
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Namore uma garota que lê
Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos. Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas. Ela é a garota que lê enquanto espera
Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico/ Tradução e adaptação – Gabriela Ventura
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Precisamos saber ouvir as verdades que nos contrariam.
Não procuremos nos outros apenas a confirmação de nossas opiniões.
Se algo perguntamos a alguém, não nos magoemos com a resposta.
O que carecemos ouvir é, sem dúvida, o que mais aborrece.
Os amigos nos vêem com os complacentes olhos da bondade e a verdadeira amizade faz críticas construtivas.
Feliz dia do Amigo
sábado, 16 de julho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Saiba por que estar apaixonado pode fazer bem à autoestima
Paixão traz calma, energia, motivação e a sensação de otimismo
nspiração de músicas de vários ritmos, gás para o roteiro de grandes produções cinematográficas e forte como um tornado para deixar nossa vida de cabeça para baixo. O sentimento da paixão é suficiente para turbinar qualquer vida morna e ocupar a mente de qualquer mortal. O que poucos sabem é que, quando nosso coração bate mais forte do que de costume, nosso corpo agradece as doses de substâncias que trazem benefícios desde o fio de cabelo até até o dedão do pé. Especialistas garantem que a paixão ajuda no bom funcionamento do corpo.
"Diferentes pesquisas mostram que a paixão libera endorfinas, substâncias produzidas pelo cérebro que acionam e estimulam o circuito neuronal do prazer, estimulando o corpo como um todo. Assim, a pele fica mais bonita, a pessoa tem mais vontade de se cuidar, o mundo passa a ater um significado positivo e as situações felizes são mais valorizadas. A paixão traz felicidade e as pesquisas também apontam que ser feliz torna a saúde melhor", diz a doutora em psicologia social Maria Izabel Calil Stamato.
Saiba por que estar apaixonado pode fazer bem à autoestima - Foto: Getty Images
No cérebro, a região que rege os nossos sentimentos primitivos, como raiva, alegria e tristeza, recebe mais sangue e os neurotransmissores apresentam atividade mais intensa quando o indivíduo pensa na pessoa por quem está apaixonada e amando.
A paixão traz consigo a calma, tranquilidade, energia, motivação e a sensação de otimismo. Ao longo do envolvimento amoroso, a pessoa também procura cuidar mais de si mesma, desde fazer exercícios, passando pela preocupação com a frequência às visitas ao médico e aos cuidados com a saúde e chegando até a vontade mudar o visual. Uma maneira importante para fortalecer a paixão é o sexo. A combinação de ambos contribui para uma aproximação maior do casal. Além de queimar calorias e fazer bem à saúde, estimula a autoestima de ambos.
Da paixão ao amor
O ser humano passa por um processo delicado durante o relacionamento afetivo. Após alguns meses de paixão, outras regiões do cérebro são estimuladas e um sentimento mais duradouro entra de vez em cena: o amor. Ele é considerado a ligação mais sólida e densa - o que estimula substâncias diferentes no corpo, como a ocitocina nas mulheres e vasopressina nos homens. É o momento que, enfim, encontramos aquele modelo de ser humano que criamos ao longo de nossa vida, segundo diz Maria Izabel.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Para viver um grande amor...
É preciso abrir todas as portas que te fecham o coração.
Quebrar barreiras construídas ao logo do tempo,
por amores do passado que foram em vão...
É preciso muita renúncia em ser... e mudança no pensar.
E não esquecer que ninguém vem perfeito para nós!
É preciso ver o outro com os olhos da alma... e se deixar cativar!
É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor...
Para que moldem-se um ao outro como se molda uma escultura!
Aparando as arestas que podem machucar.
É como lapidar um diamante bruto...para fazê-lo brilhar!
E quando decidires que chegou a tua hora de amar,
lembra-te que é preciso haver identificação de almas!
de gostos, de gestos, de cheiro, de pele, no modo de sentir e de pensar!
É preciso ver no outro a luz que ilumina a sua aura,
dando uma chance para que o amor te encontre!
Na suavidade morna de uma noite calma.
É preciso entregar-se de corpo e alma!
É preciso ter no coração um sonho:
que se acalenta no desejo de amar e ser amado!
É preciso conhecer a si mesmo
e reconhecer no outro o ser tão procurado!
É preciso conquistar e se deixar seduzir...
entrar no jogo da sedução e deixar fluir!
Amar com emoção para saber sentir,
a sensação do momento em que o amor te devora!
E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão,
que sinta que essa foi a melhor das tuas escolhas!
Que foi teu grande desafio... e o passo mais acertado,
de todos os caminhos da tua vida trilhado!
Mas se assim não for,
nunca te arrependas pelo amor doado!
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
por que se não fosse assim, nunca teríamos sonhado!
Mas antes de tudo, que você saiba que tem um aliado,
ele se chama TEMPO e é teu melhor amigo.
Só ele pode te dar todas as certezas do amanhã...
A certeza se realmente você amou...
A certeza se realmente foste amado...
Lisiê Silva
(Direitos autorais reservados à autora)
quarta-feira, 2 de março de 2011
Voltando...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
“Dumbing Down our Kids”
Nada como um bom manual para mostrar que certas coisas não podem ser aprendidas na escola. Existem algumas regras que só a vida vai poder ensinar aos seus filhos, é bom ele ir se acostumando a algumas.
Essas frases foram retiradas de um livro chamado “Dumbing Down our Kids” de Charles Sykes, vale a pena conferir…
1. A vida não é fácil, acostume-se com isso.
2. O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele independentemente de que esteja se sentindo bem ou não consigo mesmo.
3. Você não ganhará 10 mil reais por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
4. Se você acha que seu professor é maldoso, espere até ter um chefe. Este sim não terá pena de você.
5. Trabalhar de ajudante durante as férias não diminui sua posição social nem lhe tira a dignidade. Seus avós tinham uma palavra diferente para isso: eles chamavam de oportunidade.
6. Se você fizer uma besteira e fracassar, não ponha a culpa nos seus pais. Então não lamente seus erros, melhor, aprenda com eles.
7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos e chatos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são ridículos. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração indicando os erros da geração dos seus pais, comece limpando as coisas da sua própria vida, como a sua própria louça ou seu quarto.
8. Na escola, as vezes, o professor busca eliminar ou minimizar as diferenças existentes entre vencedores e perdedores, mas na vida real não é bem assim. Você tem a chance de repetir o ano até aprender, já na vida real, se errar: – “Você está despedido!”
9. A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados ajudem-no a fazer suas tarefas no fim de cada período.
10. Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
11. Seja legal com os Nerds - aqueles estudantes que os demais julgam CDF's. Existe uma grande probabilidade de que você termine trabalhando para um deles.
Recebi de um colega de faculdade... Thanks Everton!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Rifa-se Um Coração (Quase Novo)
Rifa-se um coração (quase novo).
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade
está um pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente
que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado,
coração que acha que Tim Maia estava certo
quando escreveu... "não quero dinheiro,
eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".
Um idealista...
Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece,
e mantém sempre viva a esperança de ser feliz,
sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações
e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste
em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que,
abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado
indicado apenas para quem quer viver intensamente e,
contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida
matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:
" O Senhor poder conferir", eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro
que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que,
ainda não foi adotado, provavelmente,
por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar, mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário
a publicar seus segredos e, a ter a petulância
de se aventurar como poeta.
(Clarice Lispector)













